quarta-feira, 4 de fevereiro de 2015

Celebrar os frutos da Terra

 
Tu B'Shvat é uma festa hebraica que comemora os frutos da terra. Celebra-se hoje.

Esta festa deve o seu nome ao dia em que se celebra, o 15º dia do mês hebraico de Shvat - Tu B'Shvat é considerado o "Ano Novo" das árvores -
Rosh Hashaná La'ilanot,. É nesta época em que as árvores em Israel começam a florescer.
Os povos Antigos adoravam a Natureza. Os Judeus inovaram, adorando o Criador através da Sua obra.
Os Judeus estão entre os primeiros ecologistas da História. Nas Escrituras encontramos diversos exemplos de amor à Natureza.
 A Torá (os cinco primeiros livros do Antigo Testamento), em Deuteronómio. 8:8, celebra as chamadas sete espécies: Trigo, Cevada, Videira, Figueira (Ficus carica), Romã, Oliveira, Tamareira.
As sete espécies

A cultura hebraica, desde as suas origens, celebra o amor pela Terra, e é conhecida a propensão dos judeus para a agricultura - basta que se veja como em poucos anos, após a Restauração da Independência, transformaram vastas regiões desérticas de Israel em terrenos produtivos, que alimentam a população nacional e ainda são exportados. Notável, para mais, num pequeníssimo país, cuja agricultura depende da água das chuvas.
Judeus e amigos de Israel celebram neste dia o seu amor pela Terra Santa e o desejo de voltar ou visitar Israel, através do Tu B'Shvat Seder, a ceia em que se apreciam os frutos novos.
É uma refeição e um convívio muito livre e criativo, que não segue um ritual específico. Decora-se a mesa com flores, canta-se, lê-se passagens da Torá, e... come-se!

Mas a descontracção não significa que a festividade tenha menos profundidade espiritual.
Os judeus entendem a Natureza como manifestação da perfeição Divina, e, ao comerem, rendem-lhE homenagem e gratidão.
Na cultura judaica, o simbolismo é omnipresente, e assim, a árvore reflecte a vida e a evolução do ser humano. Como as árvores, também os homens devem crescer e dar frutos. Bons frutos.
Esta época do ano, em que em Israel as árvores acordam e retiram da terra os seus nutrientes, é também um lembrete para a conveniência de os homens se renovarem e se alimentarem dos bons nutrientes espirituais.
Também as partes da árvore têm as suas analogias: a raiz representa a ligação à Fé; o tronco representa o estudo da Torá e o cumprimento dos Mandamentos; e os frutos representam naturalmente os resultados atingidos, que se pretende sejam agradáveis e bons. Assim como as árvores de Israel dependem da chuva, também os judeus entendem que o Homem precisa de Deus para viver.
Seja o caro leitor judeu ou não, religioso ou não, cremos que vale a pena reflectir nesta tradição tão inspiradora.

 Judeus longe de Israel, celebram esta festa:



(Se isto não é muito mais bonito do que andar a atirar bombas aos vizinhos, vou ali e já venho! Se os fachas de Gaza & Companhia experimentassem pegar numa enxada, talvez largassem a porcaria dos mísseis. Digo eu...).

2 comentários:

  1. O Al-PÚBLICO traz hoje milhares de palavras sobre os "muçulmanos portugueses".

    http://publico.pt/sociedade/noticia/sao-portugueses-sao-muculmanos-1685260

    Mete nojo. Não tenho outra palavra para descrever o OMO usado por esse pasquim no seu intuito de lavar mais branco o islão. Quase tão mau como as reportagens dos telejornais da RTP esta semana sobre o islão. Será que esta confluência de reportagens (da RTP e do Al-PÚBLICO) decorre de uma campanha orquestrada pelo David "Mentiroso" Munir? Não me admiraria nada: ele sabe que pode contar com a ignorância voluntária dos jornalistas de esquerda (e não só) portugueses.

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  2. Ainda que involuntariamente, tenho visto essa campanha de branqueamento do Islão. Ontem à noite, no Telejornal da RTP 1, uma muçulmana a viver em Portugal (falava Francês), verberava as mulheres ocidentais que se arranjam para os outros homens, e orgulhava-se de obedecer ao marido, porque isso significava obedecer a Alá.

    Dizia a peça «jornalística» que o Islão é «feminista» (!!!).

    Quanto ao Al-Público, é de um nível de fedor que faz uma fossa séptica parecer Pacco Rabane!

    Abraços,

    I.B.

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