domingo, 15 de novembro de 2015

Apontamentos sobre os ataques de Paris - 3


RELEMBRAMOS: NO MUNDO LIVRE, ONDE TEMOS A FORTUNA DE VIVER, A JUSTIÇA FAZ-SE NOS TRIBUNAIS E A DEFESA CABE ÀS FORÇAS POLICIAIS. A NOSSA ARMA NA LUTA CONTRA O MAL É A PARTICIPAÇÃO DEMOCRÁTICA E A LIBERDADE DE EXPRESSÃO. NÃO DESÇAMOS, NUNCA, AO NÍVEL DOS BÁRBAROS ASSASSINOS.

Apontamentos sobre os ataques de Paris - 1

Apontamentos sobre os ataques de Paris -2


 O PÓ DA TERRA

Esta sexta-feira fui-me deitar com a notícia de 16 mortos nos ataques de Paris. Acordei no sábado, liguei a TV, e o Presidente Hollande falava de 126. A actualização permanente, em rodapé, noticiava que já eram 127. Hoje, domingo, vamos em 132. Os feridos são muitos mais. Um morto seria demais, um ferido seria demais.
O primeiro capítulo do Livro do Génesis, e da Bíblia, na sua linguagem simbólica, no seu estilo oriental, diz que o ser humano foi feito a partir do "pó da terra". O Livro que moldou a Civilização Ocidental foi sempre acompanhado de uma tradição oral que explica os diversos significados das suas narrativas, sobrepostos, mais e mais profundos, como camadas numa cebola.
Passada a escrito em períodos em que se temia que os judeus morressem todos - e com eles esse património de conhecimento - essa tradição oral resultou em obras de exegese como o Midrash ou famoso e tão caluniado Talmude.
É este último que interpreta o episódio alegórico da Criação do Homem a partir do "pó da terra" como uma afirmação da IGUALDADE de todos os seres humanos. Diz o Talmude que quem mata um ser humano mata toda a Humanidade, e que quem salva uma vida, salva toda a Humanidade.
Esta semana passou no National Geographic um documentário intitulado "Rendição", que narrava os capítulos finais da Segunda Grande Guerra. Quando deparavam com campos minados, os generais soviéticos não recorriam a brigadas de desminagem. Mandavam os soldados avançar, funcionando como "desminagem humana". Os que se mostrassem reticentes, eram simplesmente abatidos.
No Comunismo (como em todas as tiranias) a vida humana só vale na medida em que contribui para os objectivos do Estado. O valor do indivíduo é nulo. Na tão verberada tradição judaico-cristã, cada pessoa é um mundo em si mesma, e vale todos os esforços para ser salva.
Margarida de Sousa é uma portuguesa que vive em Paris há 35 anos, onde é porteira. Na noite trágica dos atentados, Margarida salvou entre 30 e 40 pessoas junto ao Bataclan - CORREIO DA MANHÃ.
Uma senhora portuguesa, porteira em Paris, arriscou ontem a vida para salvar jovens que fugiam do ataque ao Bataclan. A D. Margarida talvez nunca tenha reflectido no primeiro capítulo do Génesis - ou Bereshit, como lhe chamam os judeus - mas tem esses valores gravados na sua alma.
Os terroristas, esses, mandaram crianças de 15 anos fazerem-se explodir em nome do supremo objectivo de matar infiéis, fim último do Islão, por ser a maior garantia de acesso ao paraíso da perpétua fornicação.

“E quando encontrares os infiéis, corta-lhes as gargantas" (Alcorão 47:4)

O MITO DA MINORIA RADICAL ISLÂMICA

O venerando xeque Munir está actualmente em xeque, devido, alegadamente, a uma carga de paz e amor islâmicos que terá aplicado na sua companheira. Talvez seja por isso que não o vimos ainda nas Televisões todas, a queixar-se de que os ataques islâmicos prejudicam muito a boa imagem do Islão.
Mas já  andam por aí académicos de renome,a jurar a pés juntos que o Islão é rigorosamente pacífico, que o Alcorão é só beijinhos e abraços, etc., etc.. E os jornalistas ficam plenamente satisfeitos com as respostas dos "especialistas" e não vão tratar de verificar se é verdade! Uns anjinhos...
O ridículo estribilho é sempre o mesmo: Se é um terrorista, é "um tipo que anda stressado", se é um grupo, são "minorias que não entendem o Islão":




ISRAEL, FRANÇA, MUNDO LIVRE - A MESMA LUTA
Os israelitas reuniram-se na noite de sábado na Praça Rabin para um comício de solidariedade, que foi organizado pela Embaixada da França em Israel, após os ataques terroristas em Paris.

No comício, Embaixador da França em Israel, falaram Patrick Maisonnave, o vice-primeiro-ministro Silvan Shalom, o líder da oposição, MK Herzog e o ex-presidente Peres.

Maisonnave explicou como estes ataques terroristas constituíram um novo acto de guerra contra a França, pedindo um momento de silêncio por todas as vítimas do terror.
Maisonnave acredita que a França está a pagar o preço pela sua luta contra o terror, e contra o ISIS em particular.

Concluiu agradecendo a Israel o seu "apoio sem falhas", reconhecendo que esta luta é compartilhada por Israel e França:

  
P.S. - SABE O QUE É QUE OS EAGLES OF DEATH METAL (A BANDA QUE TOCAVA NO BATACLAN ANTEONTEM) TEM A DIZER AO ANTISSEMITA ROGER WATERS - E DISSE-O, EM TEL AVIV?  ESTÁ AQUI!

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