quarta-feira, 4 de novembro de 2015

"Israel em Papel"



Por mil, mil e mil anos já o era,
o seu povo enfrentou toda a fera.
Expulsos e em números reduzidos,
sempre lá voltaram em coro de rugidos.
Agora, voltou às mesmas mãos,
as do corpo a que Israel pertence o coração.

Região derrotada,
agora levantada.
Gente tão mansa,
para viver não descansa.
Todo o problema resolvido,
inteligência que faz o antídoto.

Hoje as sirenes fazem-se soar,
acordam povo que nem a dormir pode descansar.
Quando não se chega aos refúgios que protegem,
aumentam os casos que o país entristecem.
Por eles devemos ter simpatia,
ao neles pensar, alegria.

Os ataques não vêm só pelo ar.
Também pelo chão, o inferno vem assustar.
Que não estão seguros para viver,
a muitos nós falta perceber.
Contra estes, grandes propagandas elaboram,
disfarçam em ambíguas reportagens, que outros comemoram.

Aqueles que os atacam aparecem tanto,
normalmente em grande e ruidoso pranto.
Pallywood em grandes produções,
de terroristas e apoiantes, chorões.
Quem nisto acreditar em tudo acredita.
Sorte tem quem no primeiro de abril lhe minta.

Haifa, Tel-Aviv, Jerusalém,
mil belezas cada tem.
Praias, mares e jardins,
a beleza não se encontra fins.
Uma civilização construída por valores,
no Oriente a civilização rufa seus tambores.

Belezas por descobrir,
do outro lado mentiras a encobrir.
Exemplo de prosperidade,
do outro lado fugiu a verdade.
A entrada para o Oriente,
do outro lado, alto muro nega o Ocidente.

Algo todo o mundo chega a concordar:
na natureza do Homem vive mentir e matar.
Parecemos no entanto acreditar em imunidade,
confiando que televisões e jornais contam a verdade.
Mas estes não são imunes,
e, das escolas que aprenderam, mantêm os costumes.

É este Israel,
como descrevo no papel.
É esta a mentira,
que o prestígio lhe retira.


Fenix Felix, 30/10/2015

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