sexta-feira, 20 de novembro de 2015

Querido, Mudei a Mesquita!


Gustavo Santos é life-coach. A sua profissão é ensinar aos outros como é que se vive. É assim a modos que um imã, só que se calhar não é muçulmano.

Gustavo Santos ficou célebre pelo desvelo com que defendeu os terroristas que massacraram a Redacção do jornal satírico Charlie Hebdo:



A isto chama-se efectivamente SABER VIVER. O Tavinho percebeu que os muçulmanos vêm aí outra vez, e tratou logo de prestar vassalagem aos seus futuros Senhores - até para ver se se livra de alguma pequena decapitação (o que, parecendo que não, dá sempre jeito).



Durante décadas, o Charlie Hebdo satirizou todas as religiões, todas as figuras públicas e todas as ideologias possíveis e imaginárias. E foi uma barrigada de riso. Porque os alvos - já se sabia - jamais iriam pegar em metralhadoras e desatar a matar pessoas. O Tavinho, nomeadamente, nunca se indignou quando o Charlie "gozou sistematicamente com convicções alheias" não terroristas:


  
E ACABOU O FUTEBOL?

Se alguma coisa o imã Gustavo Santos e outras pessoas igualmente evoluídas nos ensinaram a todos, é que, sempre que os terroristas muçulmanos exterminam pessoas, alguma razão têm. Concretamente, nos ataques de Paris, o comunicado dos terroristas condenava essa abominação que constitui a prática do futebol (e o "imbecil do François Hollande", um "imbecil" que lhes deu guarida em França e que assistia ao jogo).


Jogadores da selecção francesa adorando a Alá


Eles já tinham avisado que, no Islão devoto, no Islão deles, o futebol é proibido, e até que iriam bombardear o próximo Campeonato Mundial. Nós passámos a palavra, neste post, para os amigos se deixarem desse hábito tão pernicioso que é jogar à bola.

Os terroristas, sempre bondosos, bem se cansaram a educar-nos: em Mosul, por exemplo, 13 adolescentes foram executados publicamente, com muita paz e muito amor, porque tiveram a infeliz ideia de assistir ao jogo de futebol da Taça de Ásia entre o Iraque e a Jordânia.

Os "crimes" foram anunciados em toda a cidade por altifalantes, e os pais dos jovens tiveram que se esconder, para não serem também executados - por culpa deles, que não ensinaram aos filhos que o futebol ofende a Alá!

Mas subsistem-nos algumas dúvidas relativamente ao código moral do Estado Islâmico & C.ia. Se, por um lado, o futebol é proibido, por outro, não é raro que, na sequência das habituais decapitações, os terroristas joguem futebol com as cabeças acabadinhas de cortar:

Muitos são os sites que mostram as fotos desta interessante modalidade desportiva.

Futebol com bola, dá direito a pena de morte, mas futebol com cabeça de infiel, não tem problema?
  
Gustavo Santos, tu que és a referência intelectual, cultural e moral da Humanidade, ajuda-nos, na tua imensa Sabedoria, a esclarecer este mistério. A última coisa que nós queremos é "gozar sistematicamente com convicções alheias", e, como vemos muito futebol, tememos ofender o Islão.

E A MÚSICA? ACABOU A MÚSICA?

O comunicado do Estado Islâmico também deixava expresso que o massacre no Le Bataclan se deveu a que lá se realizava "uma festa indecente". Em consequência disso, amorosamente, os terroristas foram lá e mataram aquela gente toda - o que se teria evitado se déssemos todos ouvidos aos Gustavos da vida e evitássemos ofendê-los!
Os Velvet Underground no Le Bataclan, em 1972, a pecarem.

Os islamofóbicos do site A Religião da Paz, por exemplo, perguntam:

"What other religion's most devoted members videotape themselves cutting people's throats while screaming praises to their god?".

("Em que outra religião os seus mais devotos membros se filmam a  cortar gargantas de pessoas enquanto gritam orações ao seu deus?").

Ora lá está... Os cidadãos que são tão amorosamente decapitados neste encantador vídeo, cometeram um pecado inadmissível: foram a uma festa, ouviram música e divertiram-se! E depois queixam-se!

Mas se por um lado eles matam as pessoas por ouvirem música, por outro gravam vídeos com música, a publicitar e anunciar as suas amorosas chacinas. O que fazer?
 
Iluminem-nos, ó Gustavos deste Mundo, que tantos e tão omniscientes sois! Como é que a gente joga à bola? Com bola ou com cabeça cortada? Que música é que a gente pode ouvir ou não ouvir? Como é que a gente deve viver?

Gustavo Santos, sem turbante, acompanhado de uma pecadora sem burqa.

- Allah Akbar, meus semelhantes!


P.S. - Agora mesmo: notícias de mais mortos em Israel, dezenas deles no Mali, portugueses em Bruxelas confessam que "vivem no medo". O Mundo entenderá agora como vivem os israelitas todos os dias, ou, pelo contrário, continuará a achar boa ideia entregá-los numa bandeja aos terroristas, para os acalmar durante um mês ou dois? Derrotar o terrorismo islâmico é infantilmente simples. Derrotar uma opinião pública doutrinada no marxismo cultural, nas teorias da conspiração e no auto-ódio, isso é que é todo um desafio.

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