domingo, 14 de maio de 2017

Israel deixa a Eurovisão no dia da vitória de Portugal


Depois do Euro em futebol, Portugal ganhou finalmente o festival Eurovisão, com os irmãos Sobral: a compositora Luísa e o intérprete Salvador.
O festival é uma relíquia kitsch, toda a gente sabe, mas nós gostamos de uma boa festa. A descontracção eurovisiva é uma bem-vinda pausa nas coisas sérias da política, da economia, das pequenas e grandes tragédias que dominam a vida dos países. Por uma noite, as bandeirinhas dos países europeus e outros agitam-se alegremente, lado a lado, por causa de cantigas patetas e alegres. É bom. Antes isso que Guerras Mundiais e outras coisas desagradáveis.
O Salvador Sobral, que no clipe de apresentação aparecia com um livro de Woody Allen, faz bem o género de anti-herói. Viu-se bem que partiu o coração das moças casadoiras. E ainda por cima tem talento: 

  

É uma personagem, o Salvador Sobral:

  

Mas o blogue é sobre Israel, e ficámos naturalmente tristes com a notícia de que este país vai suspender a sua participação. De Jerusalém, Ofer Shalom deu  a notícia juntamente com os votos do júri local:

'Este é o IBA Channel One de Jerusalém. Nos últimos 44 anos, Israel participou no Concurso Eurovisão da Canção, ganhando três vezes. Mas esta é a nossa última noite. Hoje à noite, a IBA encerrará a nossa transmissão para sempre'.


Então, em nome do IBA deixem-me dizer: "Obrigado Europa, por todos os momentos mágicos e belos anos... e espero que nos encontremos novamente no futuro".'

E depois, Israel deu a pontuação máxima a Portugal e o Ofer Shalom desapareceu.
No início da semana, a IBA deixou de transmitir, tendo mantido apenas algum pessoal para a cobertura do festival. O canal de substituição não será de notícias, pelo que não pode juntar-se à União Europeia de Radiodifusão - de que as emissoras de TV precisam ser membros para participarem no festival Eurovisão.

Assim, a menos que outro canal venha juntar-se à UER, podemos ter visto Israel pela última vez no palco da Eurovisão. É pena, porque era um dos países mais carismáticos do concurso.

O cantor Imri Ziv não foi muito feliz e Israel teve uma pontuação fraquita, mas não faltou alegria, que é o que mais importa:



Israel ganhou o Festival três vezes, em 1978, 1979 e 1998.

Esta foi a actuação dos Milk and Honey, em 1979:


Israel não é o único país não europeu a participar no Festival. Participam também a Austrália e a Arménia, bem como o Azerbeijão, a Geórgia e a Turquia, que só são parcialmente europeus.
Os países árabes que são membros da União Europeia de Radiodifusão podem participar, e o Líbano chegou mesmo a apresentar uma canção, mas não foi a concurso. O motivo é o anti-semitismo árabe e islâmico. Marrocos participou em 1980, ano em que Israel não participou, e apenas porque Israel não participou. É previsível então que agora tenhamos muitos países árabes e muçulmanos. Pelo menos aqueles em que é permitido por lei cantar, dançar e estar feliz (confira este nosso post, e veja o que os clérigos muçulmanos já ensinam EM FRANÇA).

"Alá não criou o homem para que ele pudesse divertir-se. O objectivo da criação foi a Humanidade a ser posta à prova por meio de sofrimento e oração. Um regime islâmico deve ser sério em todos os campos. Não há piadas no Islão. Não há humor no Islão. Não há diversão no Islão. Não pode haver diversão e alegria no que é grave".

Este amigo, por exemplo, não é muçulmano:

2 comentários:

  1. 'EUROVISÃO"??? NA VERDADE UMA CAMBADA DE PEDERASTAS, GLOBALISTAS, E MERDA MULTICULTURALISTA QUE NÃO TEM NADA COM EUROPA!!!

    ResponderEliminar
  2. Sim, o festival Eurovisão tornou-se um ícone gay, como a Judy Garland ou o I Will Survive, mas assim como assim, eles não fazem mal a ninguém, e só vê quem quer. Eu não costumo ver, mas acho que aquilo é tão mauzinho e desprovido de senso, que acaba por ser cómico, e uma espécie de teatro do absurdo.

    ResponderEliminar

Seja bem-vindo a esta caixa de comentários quem vier por bem.