sábado, 14 de fevereiro de 2015

Moisés e Suas Calças Sem Fundilhos


Moisés atravessando o Mar Vermelho... de rabo à mostra!


Quando publicámos o post "O Profeta José Vilhena", que por qualquer motivo bateu todos os recordes de visualizações, prometemos vasculhar a nossa colecção de revistas satíricas e compartilhar convosco alguns dos resultados. Nunca tínhamos olhado para as nossas revistas dessa forma, e ficámos abismados com a quantidade de humor que se faz com temas religiosos e sagrados. Com a  excepção do Islão, obviamente. E todos sabemos porquê. O massacre no Charlie Hebdo mostrou-o eloquentemente.

Uma das pérolas que achámos consta do número 169 da revista britânica VIZ, e chama-se  "Moisés e Suas Calças Sem Fundilhos". As calças sem fundilhos a que a história se refere são a peça que em Portugal é conhecida como safões, usada por pastores e cavaleiros para proteger do frio sem dificultar as necessidades orgânicas. A ideia foi exportada para as Américas, onde se tornaram um "must" para os cow-boys, os motociclistas e os membros mais extrovertidos da comunidade gay...

A história é esta:



 Vamos contá-la em tiras, sumariamente (pode clicar para ampliar):

 - Envergando as suas calças sem fundilhos (sem nada por baixo!!!), Moisés dirige-se ao faraó, queixando-se da escravatura a que os israelitas eram sujeitos, e exige-lhe, em nome do Deus único, que deixe partir o seu povo. O faraó fica horrorizado quando o profeta se vira e evoca as pragas que Deus fará cair sobre o Egipto:


 - Nesta original versão do Êxodo, o faraó, ante a visão do traseiro do profeta, deixa que os hebreus partam sem lhes pôr obstáculos. Na travessia do deserto, os hebreus não ficam menos chocados com a horrenda visão, e até prescindem do maná e das codornizes, pois ficam sem apetite:

 

- As coisas complicam-se durante a travessia do Mar Vermelho, pois Moisés insiste para que rastejem, dado o fundo ser escorregadio. "Parece um donut de geleia que deixou crescer uma barba!" - exclama um hebreu. Na subida para o Monte Sinai, Moisés pede que o empurrem, mas os israelitas fogem:


 - Enquanto Moisés grava os Dez Mandamentos, os hebreus conjecturam sobre se ele terá uma motocicleta, ou se será gay. Pensam em quotizar-se para lhe comprarem papel higiénico. Mas o pior é quando o profeta desce da montanha e faz alongamentos para recuperar. Alguns hebreus preferem regressar ao Egipto!


 - Os israelitas vêem as suas provações perto do fim (leia-se terem de olhar para o rabo do seu líder), quando a Terra Prometida desponta no horizonte. Contudo, em vez de os ter levado de regresso à Terra de Israel, Moisés conduziu-os ao "Ginásio Canaã", onde os frequentadores usam peças fetiche de cabedal. Últimas palavras de Moisés para o recepcionista: "Ainda está em vigor aquela promoção em que oferecem a inscrição a quem trouxer 600 000 novos membros?":


Pode não ter graça, pode ser de mau gosto, pode ser blasfémia, pode ser isso tudo e muito mais. No entanto, esta sátira, e outras bem mais ousadas, são publicadas regularmente, e não houve judeu ou cristão que entrasse nas instalações de qualquer revista e desatasse a disparar sobre os seus trabalhadores.  

É essa a linha, perfeitamente nítida, que separa as duas Civilizações - a nossa e a islâmica. Enquanto essa linha existir, a convivência é impossível.


3 comentários:

  1. Depois deste ataque, houve um outro atentado contra uma sinagoga

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    1. E no Canadá, a Polícia desmantelou um mega atentado que os autores denominavam o Massacre de S. Valentim. É sempre a aviar :(

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  2. Hmm, e como enfiar estes factos na cabeça bem dura dos islamofilos?

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