sexta-feira, 22 de abril de 2016

Maior autoridade do Islão sunita recusa declarar ISIS anti-islâmico

 
O simpático e carinhoso Dr. Ahmed al-Tayeb, Sheikh (Chefe ), Grande Imã da mais alta autoridade na lei islâmica no mundo sunita.

 
Durante um debate (transcrito na popular revista Al-Masry Al-Youm - Egipto Hoje) realizado na Universidade do Cairo em 2 de Dezembro de 2015, o Dr. Ahmed al-Tayeb, Sheikh (Chefe ) e Grande Imã da mais alta autoridade na lei islâmica no mundo sunita (o equivalente à Congregação da Doutrina e da Fé, do Vaticano), a Universidade Islâmica de Al Azhar - foi novamente questionado sobre o facto de que a Universidade Islâmica de Al Azhar se recusar a emitir uma declaração oficial denunciando o Estado Islâmico como kufr, ou seja, não-islâmico ou "infiel".


Em resposta, o Dr. Tayeb disse que a única maneira de a Universidade Islâmica de Al Azhar o fazer seria se um muçulmano rejeitasse formalmente os fundamentos do Islão, como a shahada (que não existe outro deus senão Alá e que Maomé é seu mensageiro) ou as escrituras islâmicas.
 

A Universidade Islâmica de Al Azhar
 

Passou então a examinar teoricamente o que aconteceria (de acordo com a Sharia) a um muçulmano que aceitasse os princípios básicos do Islão mas que também cometesse grandes pecados, como o consumo de álcool: seria denunciado como "infiel"?

O Sheikh da Universidade de Al Azhar respondeu dizendo que isso depende dos diferentes pontos de vista das escolas sunitas de jurisprudência islâmica. Algumas dizem que esse muçulmano (que bebe ou comete outros pecados) se torna um infiel, enquanto outras não estão tão seguras e deixam o seu destino nas mãos de Alá.

Tayeb citou  então o Alcorão, Sura 5 versículo 33:

"O castigo daqueles que declaram guerra contra Alá e Seu Mensageiro, e se esforçam por fazer a corrupção na Terra, é que eles sejam mortos ou crucificados, ou lhes cortem mãos e pés dos lados opostos, ou sejam deportados. Será para eles neste mundo a ignomínia; e no outro mundo, será para eles um doloroso castigo".
 

Decapitação de cristãos no Egipto. O ISIS é isto. O Islão é isto.
 
 
Tayib concluiu dizendo: "A Universidade Al Azhar não pode acusar qualquer muçulmano de ser um kafir [infiel], desde que ele acredite em Alá e no Dia do Juízo Final, mesmo se ele cometer todos as atrocidades possíveis", acrescentando: "Eu não posso denunciar o DAESH (o ISIS), o Estado Islâmico, como não islâmico, mas posso dizer que eles causam corrupção na Terra. O DAESH acredita que aqueles [os muçulmanos] que cometem grandes pecados são kafirs e podem ser mortos. Então, se eu os denunciar como não-islâmicos, estou a cair na mesma armadilha. E estou condenado".
 

A decapitação colectiva de 21 cristãos egípcios pelo ISIS (vídeo completo AQUI) foi uma punição ao "pecado" dos que "declaram guerra a Alá e espalham a corrupção na terra", ou seja: aos que não são muçulmanos!
 

No entanto, a Universidade Islâmica de Al Azhar é célere a denunciar como "infiéis" (ou, pelo menos, "blasfemos") os muçulmanos seculares - aqueles que só criticam fragmentos da herança islâmica.

Ao mesmo tempo, a que é a Universidade mais prestigiada do mundo islâmico sunita, recusa-se a denunciar o DAESH como anti-islâmico, enquanto a maioria dos políticos ocidentais, com o presidente americano Hussein Obama à frente, insistem que DAESH "não é islâmico."

 


ISIS executa crianças cristãs. Enquanto isso, o Papa Francisco lava os pés aos muçulmanos.
 

Em suma, os comentários do Dr. Tayeb demonstram que o Islão sunita considera os "liberais" muçulmanos como mais perigosos e menos islâmicos que o ISIS (ou DAESH). O que que não surpreende, já que muitos ex-alunos denunciaram a Universidade mais famosa do mundo muçulmano pelo seu ensino jihadista e pela legitimação de todas as atrocidades que o Estado islâmico (DAESH) comete.

Adaptado de Raymond Ibrahim.

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O Estado Islâmico/DAECH/ISIS executa 200 crianças cristãos que se recusaram a converter-se. Antes de serem executadas, as crianças cristãs declaram aos terroristas que amam Jesus:
 
 
Quando assistimos ao heroísmo destas crianças, e ao encantamento ocidental com o Islão; quando deparamos com exaltados que nos gritam que o Islão é absolutamente pacífico, sem saberem nada de Islão; quando vemos os media e os políticos completamente rendidos à islamização; quando vemos os comentadores a relincharem sonolentamente que o ISIS "não é Estado nem é islâmico"; não prevemos nada de bom para a nossa Civilização.
 
Se qualquer outra religião ou ideologia aparecesse a proclamar os mesmos princípios do Islão, seria imediatamente esmagada. O Islão contraria todas as premissas dos Direitos Humanos e do Direito. O Islão é inimigo da Humanidade. O maior de sempre.
 
 
 

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